sábado, 30 de abril de 2011

Minhas últimas palavras . . .


Tudo o que fui está escrito aqui,
Dentro daquelas portas que nunca se abriram,
Portas de traições, rancores e outros dissabores,
Todas aquelas dores que já sentiram...

Chegou a hora de as portas se abrirem,
A hora de tudo se ir embora,
Deixando apenas saudades minhas,
Pequenos momentos, nada de murmurios...

Pequenos sussuros que vão ecoando cá dentro,
Mas bem sabemos que tudo o que foi ou poderia ter sido,
Apesar de vivo cá dentro, já se foi...
Tudo apenas se resume a memórias,
Pequenos e longos traços de dores e mágoas,
Por isso todas aquelas portas se abrem,
A esperança de nada serve nas sombras
Do passado, quando presos a ele.

Fuja de tudo o que não é seu!
Deixe apenas o seu intimo vivo,
Despertando de pequenas doses de amor,
Aquele puro e penetrante amor!
Deixando cada parte de si ser apenas
Um fazer-se, um brotar, um novo nascer...
Fazendo um novo caminho,
Com o amor que já se foi, é certo.

Mas amar não é senão sentir alguém,
Querer que essa pessoa seja infinitamente feliz,
Não importando realmente se estamos junto,
Se tudo o que sentimos não foi apenas
Aquela pequena memória que a ilusão trouxe...

Amar não é ter, amar é ser-se mais
E mais querer dar, mais querer amar!
A saudade sempre abraça todo o amor,
Quando poderemos olhar de frente e ver,
Bem à nossa frente, a verdade?
Ilusões de nada são, só saudade...
Ilusões de nada foram.
Mas a saudade aperta daquele amor
Que agora somos, sentimos...
Porque não amamos, somos amor.


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Só Palavras . . .


É nas palavras que me liberto
É nestas linhas que me descerro
É neste espaço que sou mais eu
É nestes trechos que o embaio se desfaz
É aqui que o antinatural liqüefaz
É aqui neste versejar que se instala o apogeu


É aqui que a desnaturalização
Dá lugar à materialização
É aqui nestes poemas que se agregam
As desagregações artificialmente expostas
É aqui que aludindo a uma artificial insinceridade
Se desfaz o véu da impossibilidade


Jovem


Tudo em mim se tornou novo,
Os ares aborrecidos se distanciaram;
Sou capaz de relembrar
Os acenos do passado e o sorriso conservar.

Sei que a vida não é só de flores,
Aprendi com os espinhos conviver,
Os meus pés tropeçaram pela vida,
Hoje eles bailam as músicas do bem viver.

Cada vez que piso no chão
Apago os passos do passado;
Aquelas lágrimas derramadas
Transformam em sorrisos pelas estradas;
Na jornada
Da minha vida vou fechando
Os velhos caminhos;
Consigo abrir novos horizontes.
Sinto-me JOVEM novamente

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Eta Breja !!!!


Ó precioso líquido que encontra-se agora em meu domínio diante de meus olhos, envolto nesta taça, digna de causar inveja aos bárbaros e aos nórdicos. Segura agora pelas mãos trêmulas e impacientes aguardando a doce sensação do acre e encorpado sabor que conténs e que só pode ser comparada ao néctar sagrado dos deuses eólicos, vinde de encontro ao teu dominante mestre, tocando os lábios sedentos e escorregando pela garganta até remontar ao inconfundível sinal de satisfação de teu consumidor, ahhhhh...

Indescritível recipiente tal qual a ânfora de Poseidon, trazendo estampado o rótulo que identifica o teu valor único e teu nível de superioridade diante das demais iguarias, a garrafa, outrora cheia encontra-se em sua última medida de sabor, eis que é chegada a hora de solicitar esta mediadora que encurta a distância entre teu amante tão assíduo e intempestivo, garçonete! Desce mais!

E esta Távora onde agora consigo contar mais de sete de vocês, assim como o exército derrotado em campo de batalha, entregando-se ao domínio do conquistador, o rei do universo, o senhor supremo, cervejeiro!


   E este ser que agora é o mestre inquestionável do mundo, o banheiro começa a ficar longe, ou talvez a bexiga ficou menor, enfim, começa a abater-se sobre mim um cansaço no àpice da batalha. Levanto me desesperadamente, derrubo uma ou duas garrafas, atrapalho o rapaz que jogava sinuca, encoxo a garçonete, derrubo o sorvete da garotinha que assustada chora copiosamente, até que, adentro este olimpo para uma pausa estratégica.

    Tenho pressa, talvez receio que a mesa fuja ou que o boteco feche, trombo com o garçom, xingo a mesa de sinuca, dou uma topada na máquina de jukebox, tudo vale quando quero voltar à minha mesa, lá estou novamente para mais uma sessão de indescritível prazer.
    Começo a falar alto, não entendo o que sai da minha própria boca, todos tem olhares reprovadores ou zombeteiros, a garçonete me atende de má vontade, esta porcaria tá quente, dou uma cusparada na camisa, (o alvo na verdade era o chão), o chão flutua diante de mim.

     Fascho dxe contha que não é comigo, chamo a vadia da garshonethe mando trazer maix, a meja tá ficando pequena, meux olhosh também, maldita vontadhe dhe vomithar, quero um banheiro, shai daqui mané, shou poshto pra fora a tapax pela multhidão enfureshida, caio na calshada, pelo menux eu acho que é uma calshada...


    Acordo com uma maldita ressaca, nem sei como cheguei em casa, no celular uma mensagem de fúria feminina dizendo que acabou tudo entre nós, outra do dono do bar dizendo que conseguiu um requerimento que me proíbe de chegar duas quadras de distância do bar, e outra curiosa de um tal Hermes dizendo "me liga de novo tigrão"...

Sonhar . . .







SENTIR toda a emoção reprimida
ressentida,
louca,
oprimida,
da alegria,
da paixão,
do sentir do coração…
Deixar livre a criança neste universo interior…
Deixar-se invadir plena e total
de desejos,
suavidade,
carinho e amor…

Deixar-se VIVER a insensatez da realidade!
A tristeza assumida diante dos fatos!
Chorar toda a dor das feridas mal tratadas…
Sofrer a ausência da mão amiga,
do corpo quente, do abraço louco, do beijo incontido!

Deixar-se SONHAR com o amanhã!
Com sua chegada no cavalo branco!
Com os cabelos desalinhados ao vento
e, os olhos profundos como o mar
quase saltando quando me vê…
Seus braços fortes vindo aos meus envolver
dando-me um carinho que é tudo que eu quero ter…

Descobri o que sou

Querem saber como vivo? Lhes direi…
Vivo do vento que me mantém lúcido e acordado para que eu não adormeça na caminhada.
Vivo do mar que me limpa do cansaço da luta e me recompõe para que eu continue.
Vivo das cores que me ensinam os remédios e os alimentos para que eu sobreviva forte para trabalhar.
Vivo da riqueza do meu melhor esforço, meu amor.
Planto-o por onde passo, não perco nem mesmo a terra de um vaso quebrado, pois ali a semente germina.
E sou feliz assim.
Sou simples, pois preciso de pouco.
Sou calmo, pois aprendi a esperar. Tudo vem.
E o campo arado e adubado produz coisas melhores, que valem a pena ser preservadas.
Falo pouco, pois optei por grandes ocupações, como um trabalho escolhido de ouvir e por isso não me sobra tempo para as palavras.
Penso muito, mas corretamente.
Desejo só o necessário, ocupo pouco espaço e por isso não sofro por possuir.
Sou feliz, sou abençoado, sou reconfortado e apreciado.
Sou aquilo que todos lutam para obter.
Querem saber quem sou eu, já que sabem como vivo?
“SOU A PAZ”. Um amigo

Hoje não



Esquece…

Hoje não,
É melhor nem tentares,
Hoje preciso de solidão!

Vai…

Não quero saber,
Estou desiludido
Não vais entender!
Que queres de mim?
Hoje não estou para ninguém


Não quero ouvir vozes,
Não estou nada bem!


Quero estar sozinho,
Só quero ouvir o bater do meu coração,
Quero ouvir cada batimento,
Sozinho com a minha solidão!
Apreciar a minha força
Se sou capaz de tudo superar,


Mas há dias que duvido
Se terei força para lutar!
Deixa-me sozinho…
Não te estou a pedir demasiado,
Simplesmente hoje não é o dia certo,



Não preciso ouvir nem de longe,
O quanto és feliz, e eu idiota . . .
Só por hoje não serei estepe,
Não serei um divã , ali inerte 

Não quero estar a teu lado!
Sei que não entendes,
Se pensar nem eu me entendo,
Por isso preciso de tempo,


Para já é o que pretendo . . .


Nota de Falecimento



Por querer ser mais que um idiota
E por querer ser mais a todo custo,
E ser um imortal, talhado em busto,
Foi que lhe padeceu a humildade.

A água que era clara se fez turva,
A reta que era leve se fez curva,
Do homem que era simples, só saudade.

Futuro se perdeu em brevidade.

Morreu minha sensatez; ficou o susto




quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sozinho na Noite - mais outra musica , pq vai encarar ?



A lua é testemunha
Que o âmago da alma
Embuido de calma abraça uma saudade põe-se a cantar
Estrelas cintilantes
Que dançam céu á fora
Refletem na viola a sensibilidade de quem sabe amar
As mãos às vezes tensas
Se apegam uma à outra
Procuram controlar memórias amorosas que o tempo atiçou
As marcas do passado amargam minha mente
De forma comovente, fiz triste a canção e a noite chorou
Sozinho na noite feito um vagabundo e louco de amor
Faço das janelas meu palco de show
Me encolho me humilho e canto o que sou
Um caso perdido um amante da lua
Um incompreendido, um lixo da rua
É que sou poeta e poeta é louco
Tem amor demais, tem de tudo um pouco
Tem sede justiça, esperança no vento
E crê que em breve o tempo de tristezas
Poderá findar
Tem medo da inveja, por saber que a poesia
Transmite alegria e muita gente má deturpa por pesar
Tem as reflexões, tem medos, tem virtudes
Tem paz nas atitudes por ter ideal
Tem ódio na explosão
Tem pensamentos próprios, tem sede de igualdade

Fé na sinceridade, febre de direito e defende a razão.

Que Meleca


Preciso provar
Pra ela
Que eu sou
O homem dela
O único que pode
Faze-la  feliz
O homem que sem saber
Ela sempre quis
Eu já me convenci
De que preciso
convencê-la
Argumentos não me faltam
O que me falta é calma
De dizer o que sinto
Olhando nos olhos dela
Sem gaguejar
E sem engasgar
Perto dela
Viro um menino
Que meleca
Que não consigo
Nem pensar
E nem falar

Quem sou eu…



             Quem me acompanha nesta noite?

                                Quem está do lado de fora de mim…
                                Quem está dentro do meu peito?…
                                Quem irá curar esta tristeza sem fim?
                                
                                Alegrias e emoções tão confusas…
                                Saudade penetrando os ossos…
                                Decepções tão devastadoras…
                                Que carregar… já não posso…
                                
                                Quem sou eu… – Quem sou afinal?
                                Procuro tanto e não me encontro…
                                Tantos fustigam a minha memória,
                                Muitos faleceram no vil confronto…
                                
                                Quem é este no espelho…- Quem é?
                                Não reconheço esta pessoa, seu olhar…
                                Ele não se parece comigo… em nada…
                                Já não sorri, só traz lágrimas a bailar…
                                
                                Quantos mais irão morrer aqui dentro?
                                Que comédia ou drama irei representar?
                                Chega… basta… de dores… de solidão…
                                De nuvens negras, quero dormir e sonhar!
                                
                                Sonhar que posso, que tudo é perfeito,
                                Que a ternura existe, que o amor é real,
                                Que toda a maldade será da terra banida,
                                E poderei ser feliz como qualquer mortal!…

Te amo e Adeus

Alta madrugada.
Desperto, espero pelo sono que não vem.
O perfume da noite está no ar; tudo é silencio.
A lua fugiu de meus olhos; apenas algumas estrelas fazem companhia à minha insônia, luzindo esperança,
enquanto sobre a folha branca deixo cair um pensamento,
talvez o último, que cantará baixinho no meu coração, antes que a noite se vá e eu também adormeça. Amando, vou dedilhando letras, que falam de amor,
sonhando com uma canção que embalou minha vida,
repleta das mais lindas emoções,
supondo voltar a acordar nos braços teus.


Que loucura!
suspirar à procura de respostas,
para perguntas que a verdade esconde
nas máscaras da fantasia, serenando a ilusão passageira, sofrida, que orvalhou a flor da manhã.


Ah! saudade encantada,
ficarás eternizada nos versos,
que observou em detalhes, na contramão do destino, insistindo em não ver a luz da vida apagar, em todas as estações,
subtraindo o desejo submisso, à ordem da verdade, que comanda a hora certa da substituição,
carregando na colheita todos os sonhos
desfeitos, não sonhados, ou realizados,
com o derradeiro lacre da perfeição.


Sem alternativas, o tempo findou.
chegou o momento final da primeira conjugação.
Hora de ir, partir, seguir o rumo, em silencio,
sem saber pra onde, deixando no rastro as pegadas
do amar, do chorar, e implorar, à dor,
o último aceno da saudade,
sabendo que sofrer, é dizer, no viver:

te amo…e Adeus

Sonhei que me dizias



Noite, em alta madrugada , eu dormindo luz apagada
Você em meu quarto toda linda ,
Me olhando com lábios de desejo assim me dizia :

Diz-me por favor…que o amor que
sentes por mim…é insaciável…
que os beijos que prometeste os
sentirá minha pele…

Diz-me que não me deixará sem tua presença
diz-me por favor…que virás
tu acendeste em mim uma fogueira de
paixão que somente meu corpo conhece, tu
deste essência ao meus sentidos e verdade
a minha vida
Que sonhos febris tenho contigo que
não posso mais que desejaste
és a sede agônica desta pessoa que
te ama…

Diz-me se em um cantinho de sua alma habita
minha outra alma, e como incansável viajante
virás a meu porto para acalmar meu rio
de ânsias…
Diz-me por favor que me amas tanto que
não haverão mais noites frias sem ti, nem
mais dias sem sol….

Diz-me vida minha que me necessitas
como necessito eu
Ama-me quero que me beijes passo a
passo por minha pele, que corras com tuas
mãos cada ponto fazendo-me estremecer
sou teu amor, toma-me sua,
beija-me e faz
que meu corpo e teu corpo se funda num só

Quero que sintas meu aroma e prove
meu gosto, faz de teu amor, meu amor
e deixa pousar meus beijos em teu sorriso
diz-me por favor, que não sonhei , que me
tomas completamente, que me ama além
das fronteiras que nos separam…
Ama-me sempre… que te amarei eternamente…

Que droga , o galo cantou e despertei . . . 

Bula


A vida não me ensinou a
Dizer adeus às pessoas que amo.
Sorrir às pessoas que não gostam de mim.
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade.

Aceitar gratuitamente agressões que não levam a nada nem a lugar algum.
Calar-me frente à violência de qualquer tipo.
Aceitar meus erros como algo inerente ao ser humano.
Afinal eu posso ser sempre melhor.

A aceitar as injustiças quando tudo que fazemos
é só tentar ajudar as pessoas.
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
Ficar inerte quando os que amo estão com problemas.
Ser hipócrita;

Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos.
Ficar em cima do muro.
Fechar meus olhos às injustiças;
Ser imune à dor de um irmão, de um amor, de um amigo.

Perdoar incondicionalmente, mas sempre procurar perdoar.
Amar incondicionalmente.
Tudo isso a vida não me ensinou,ou tentou ensinar-me, mas meus ouvidos estavam surdos e só ouviram algumas coisas.
Porém a  Bula da vida ensinou-me e colocou em meu caminho:

Algum amor;
Alguma alegria;
Algumas belezas;
Um pouco de poesia.
Ensinou-me a algumas vezes, perdoar.

Outras, a pedir perdão.
Ensinou-me a sonhar acordada (e isso eu aprendi facilmente).

A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário).
A aproveitar cada instante de felicidade;

A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar.
Me ensinou a ter olhos para “ver e ouvir estrelas”,
 embora nem sempre consiga entendê-las.

A ver o encanto do pôr-do-sol.
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante
para a felicidade do meu ser.
A abrir minhas janelas para o amor;
a não temer o futuro;

Aproveitar o presente como um presente que da vida recebi,
e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar
lhe dando a forma da maneira que eu escolher.
E é dessa forma que tento viver e levar a minha vida
para frente, embora às vezes eu tropece,
como qualquer ser humano normal,
afinal faz parte da edificação, do crescimento!

Crônica de Seu Pequeno Universo



Cria a falsa felicidade do mundo do “Faz de Conta”, aqueles que não  apreciam encarar a realidade da vida, achando que o mundo é muito ingrato, que a vida não é justa, e nem sempre recompensa aqueles que procuram encontrar a felicidade na vida.
Então, procuram viver num mundo à parte, produto de sua imaginação. No mundo que consideram ideal e no qual podem dizer que estão felizes. O seu mundo particular, um autentico mundo do faz de conta, totalmente seu, onde nele se fecham, recusando-se a aceitar a realidade da vida. Dessa maneira,aconteça o que acontecer, sempre fazem de conta que a vida é perfeita.
Na realidade, esse mundo de faz de conta é próprio daqueles que tem medo de enfrentar a realidade, o mundo dos covardes, pois é mais fácil fechar-se em uma redoma, do que enfrentar as vicissitudes da vida. Em sua maneira tacanha de pensar, apenas pensam em seu umbigo.

Assim, preferem calar-se ante toda e qualquer injustiça, pois é mais fácil fechar
os olhos para nada ver, do que tentar fazer algo em benefício de outrem.
Sempre lhes será custoso prestar alguma ajuda, pois afinal, para que se preocupar, pois”tudo está bem?”. Para que procurar a verdade dos fatos, se não o atinge diretamente? Assim, apenas se foge dos problemas, pois se formos apontá-los, talvez queiram que os solucionemos, e isso poderá acarretar dificuldades, trazer complicações fora do que se quer.
É melhor fazer de conta que nada está acontecendo. Não existe violência nas ruas. Não existem guerras. Não existe corrupção, e nem políticos corruptos. “Nada vejo, nada ouço, nada falo”…
Amor? O que é isto? Felicidade? Para que perder tempo defendendo o Amor próprio, se meu mundo é perfeito. Tal atitude pode ser apenas um meio de fuga para pessoas que sofreram alguma violência e estão traumatizadas, e então se fecham nesse mundo cor de rosa e assim conseguem encontrar a felicidade em sua vida. E, à sua moda, realmente são felizes, pois não tomam conhecimento da crueza da realidade da vida.Quando acordam é tarde de mais.
Contudo, podemos colorir nosso mundo, sem esse isolamento da realidade do cotidiano. Se não podemos combater a tristeza, podemos fazer nossa parte, procurando espalhar amizade à nossa volta, evitando atitudes radicais, assim comoignorar sentimentos alheios a seu próprio prazer como forma de agradar apenas a você mesmo, e ao menos tentar afastar de vez estas almas de amor livre que nos querem bem e evitamos por estarmos tão fechadas em nossos pequenos universos de ilusão. Se alguém nos ama sem nossa permissão , ao invés de tentar “machucar e manipular seus sentimentos”, basta evitar essa realidade. Ao invés de machucar, liberte…
Mas sem esquecer de que existe muita vida a nossa volta, pois existem pessoas que sofrem e que podemos ajudar, assim como existem pessoas que poderão nos ajudar em nossos momentos de dor. Esse mundo de faz de conta é utópico. Vamos procurar a felicidade dentro da realidade, sem fugir da vida. Não podemos e nem devemos simplesmente fechar os olhos, fazendo de conta que tudo está bem, e ignorar o que se passa em nosso redor.
Assim vamos viver em paz com nosso interior, aproveitando tudo o que de bom a vida oferece, sem esquecer de que sempre poderemos fazer algo em beneficio de alguém. Vivendo bem o momento presente, esquecendo algo de ruim que nos aconteceu, mas procurando aproveitar eventuais lições deixadas, e procurando fazer de nosso futuro algo de bem aproveitável, mas sem deixar de viver o momento atual, seja por causa de amores sofridos no passado, seja por receio
de que algo poderá acontecer no futuro.
Vamos viver, aproveitando o que já vivemos para melhor planificar o futuro. E nessa expectativa, vamos começar tendo UM LINDO DIA.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sobre Você



Você chegou...
no vento...
trouxe a brisa da manha...
arrancou com seu amor a ferida do meu peito...
disse que me amar seria seu alento...
Você chegou...
com o sorriso aberto...
me mostrando que sentir o orvalho...
é umidecer o pranto,coberto...
Você...
me deu a poesia do olhar...
me ensinou novamente o gostar...
me encantou com a doçura do falar ...
Você...
tirou a tristeza e o lamento...
limpou a presença do ausente...
me fez acreditar ...
que amar sempre será diferente...
Você...
só você.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Crônica de Mim



A manhã se despe a minha volta. Uma nesga de sol espreguiça-se no balouçar da cortina, tentando talvez aquecer o frio de uma ternura, que não se faz esquecida, mesmo no cansaço do olhar.

O calendário anuncia mais um outono. Há no peito um sentimento que farfalha, ignorando todas as estações. Na brisa do amanhecer, uma esperança qualquer, que não se despede do meu olhar, embora todas as impossibilidades acenem nãos e senões. 

Em algum lugar dentro de mim, ainda mora um sonho, como se sobrevivesse para escrever outra vez, capítulos da minha história lavrada pela eloqüência da realidade e pelos ditames da razão.

Não me chega o tempo da quietude. Deserdaram-me a serenidade e a pretensa calmaria, tão anunciada com o advento da tal maturidade. Meus passos nunca reconheceram o caminho que apenas impõe o seguir em frente. Já nem sei, se chegar era meu objetivo precípuo. O que há e o que se faz, quando se cruza a linha de chegada? 

Empilha-se mais um troféu na prateleira das nossas conquistas? Onde ficam as tantas pequenas vitórias que se saboreiam no decorrer de cada percurso, mesmo quando não se vence, se nos ensinaram que apenas é ganhador aquele que chega primeiro? Como relatar ao mundo, o momento que me detive em meu trilhar, observando apenas o acariciar do vento nas pétalas de uma flor? 

Como contabilizar isto em perda de tempo, se sequer imaginam os arrepios do meu olhar ou os sorrisos de prazer que aquela imagem me propiciou? Talvez, acusem-me de distraído e inadequado ao momento, que exigia que eu apenas continuasse e que subisse ao pódio. Era isto que esperavam de mim: vencer. 

Outros ainda dirão que estou fora do padrão estabelecido pelas regras da sobrevivência. Ah, neste aspecto errei a vida inteira. Pequei sempre, quando preferi não tropeçar em meu sentir e escutei o pulsar do meu coração, não somente para constatar que eu vivia. Sempre fui amador nestes rituais, em que se sacrificam as emoções. Onde a normalidade, quando se põe amarras no peito, calando o som de uma carícia?

Nunca compreendi histórias lineares, reações exatas ou gestos estudados. Bem que tentei aprender a disfarçar minha insegurança, o frio no estômago ou o rubor repentino, quando exposto ao espelho do cotidiano. Em quase todas as tentativas neste sentido, falhei. Talvez por isto, tenha me desencontrado muitas vezes de tantas pessoas.

Nunca amordacei minhas saudades, nem meu romantismo à flor da pele...sempre despi minhas máscaras, porque era em outro olhar, que eu desejava também encontrar-me e reconhecer-me. Mas meu olhar despido, vezes causou estranheza e constrangimento. Vezes, indiferença e tolos julgamentos.

Minhas palavras nunca souberam esconder o segredo de um amor, quando me habitava o corpo, a alma, o sonho. Nunca entendi, o porquê da grande maioria das pessoas entulharem tantos nós no coração. Se ainda fosse o pronome pessoal, mas não! Falo dos fios e, em alguns casos de verdadeiras cordas com amarrações complexas, que nem as próprias mãos sabem ou se dispõem a desatar. 

E eu, com esta mania esquisita de falar do que sinto pelos lábios, mãos e olhares. E eu, com esta forma estranha de dar reconhecimento do que sinto e por quem sinto. Sempre foi inútil querer silenciar minhas confissões, mesmo se questionado sobre a certeza de um amor. Como se o amor tivesse que ser testado, discutido, dimensionado, adverbializado e não apenas sentido. 

Parece que saber de sua existência não basta. Tem que ter certificado de garantia, manual de instruções e, se bobear até posologia. Talvez seja por isto que grande parte de nós, sequer desconfie o que é viver um grande amor. 

A noção mais próxima deste sentimento fica ladeando as histórias que nos contam, como as vividas por Abelardo e Heloísa, Tristão e Isolda e tantas outras ou nos livros de poemas que lemos no decorrer de nossas vidas.

De uma forma ou de outra, a expressão do que sinto fica meio desajeitada neste mundo. E como se não bastasse, ainda flagrei-me  poeta. Mas quase sempre, a palavra ainda me parece pouca para compreender minha ignorância no universo da emoção.

Minha essência é mesmo desnuda. Coração exposto e sem labirintos. Ainda prefiro a minha ternura boba, um perfume de saudade em meu travesseiro, a minha voz entregue para as estrelas, do que viver desabitado de mim mesmo.
Hoje me pediram para falar de mim mesmo, pois bem , acho que deixei claro aqui tudo que sinto de mim e por mim – se agradei não sei mas estou aqui e sou apenas o que sinto.