domingo, 10 de abril de 2011

Meu Zelo

Minha cabeça agora é um emaranhado de informações e pesquisas , me sinto preso , e as paredes que me cercam , se fecham me espremendo contra a parede da obscuridão , onde só , eu grito para que me ajudem e mesmo sabendo ser inútil continuo , na esperança de ser atendido e sufocadamente continuo meu caminho por um vale escuro onde a tristeza me tem de mãos dadas .
As vezes paro no meio do nada  e começo a refletir : ___ do que me vale tudo que sou , tudo que sei se no meu maior firmamento , que é a paz , sou tão frágil e de certo modo desconheço o que seja força ; pois atrás da casca dura de concreto aparentemente  impenetrável , repousa um cálido rio de esperança , que em seu caminho repousa a tão sonhada Paz .
Onde este rio nasce não sei , porem o assoreamento contínuo tira a calma de seu manso regato , desvia suas águas e transforma a paisagem em volta, seu nome é tristeza , a mesma que a meu lado caminha ; mais a frente existe um grande paredão onde toda a água escoa por baixo e atravessa para o outro lado onde continua seu caminho sem intervenção desta tão ingrata companheira de viagem .
Assim , sempre caminhando em cima do muro olho e contemplo um lugar lindo e iluminado , onde sei que jamais porei os pés ; não por minha vontade ser esta mais a não compreensão de minhas tão elevadas funções e contínuas decisões me faz sentir a angustia de me aceitar como sou e assim me guardo destro de um mundo onde o certo é estar triste , e a alegria e a paz não passa de uma imagem ao por do sol , onde as vezes de tão perturbada minha mente se cansa e uma lágrima cai .
E em seu caminho encontra – se um chão estéreo onde sei que secará sem produzir frutos e nem se quer molhará meu rosto , pois o medo  de que a mesma trinque minha face e transpareça o que está contido em meu coração , a esperança , o amor e a compaixão .
As vezes já cansado de chorar , durmo e em meus sonhos lindas e compridas escadas me encaminham para um altar , como se fosse assim eu o sacrifício de mim mesmo , e minha felicidade implora –se para que eu pule do abismo que se segue após o altar , porem sempre hesito de faze – lo pois o medo e o comodismo me impedem de continuar e assim acordo , em meio a tristeza amiga e cada vez mais longe da tão esperada paz de espirito .
Sei que as vezes sou indulgente comigo mesmo , porem se assim não fosse ; poderia me culpar de tais crimes que seria melhor se minha mão não tivesse me dado a luz ; e longe de mim meu pensamento vaga , pois ele assim escolheu , ser um espirito livre em quanto o corpo padece em meio desta solidão em campo aberto em que me encontro .
Não do que vejo ou tenho não me parecem Ter proveitos ,tudo é tão sem graça que me acomodo a não sair do lugar por medo de que o pior aconteça , de que meus pensamentos se libertem e eu coloque minha própria existência em perigo por ser negligente comigo e aqueles que  me cercam .
Assim vivo , e assim morrerei ; diante do paraíso vivendo na solidão  . . .

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