sábado, 30 de abril de 2011

Minhas últimas palavras . . .


Tudo o que fui está escrito aqui,
Dentro daquelas portas que nunca se abriram,
Portas de traições, rancores e outros dissabores,
Todas aquelas dores que já sentiram...

Chegou a hora de as portas se abrirem,
A hora de tudo se ir embora,
Deixando apenas saudades minhas,
Pequenos momentos, nada de murmurios...

Pequenos sussuros que vão ecoando cá dentro,
Mas bem sabemos que tudo o que foi ou poderia ter sido,
Apesar de vivo cá dentro, já se foi...
Tudo apenas se resume a memórias,
Pequenos e longos traços de dores e mágoas,
Por isso todas aquelas portas se abrem,
A esperança de nada serve nas sombras
Do passado, quando presos a ele.

Fuja de tudo o que não é seu!
Deixe apenas o seu intimo vivo,
Despertando de pequenas doses de amor,
Aquele puro e penetrante amor!
Deixando cada parte de si ser apenas
Um fazer-se, um brotar, um novo nascer...
Fazendo um novo caminho,
Com o amor que já se foi, é certo.

Mas amar não é senão sentir alguém,
Querer que essa pessoa seja infinitamente feliz,
Não importando realmente se estamos junto,
Se tudo o que sentimos não foi apenas
Aquela pequena memória que a ilusão trouxe...

Amar não é ter, amar é ser-se mais
E mais querer dar, mais querer amar!
A saudade sempre abraça todo o amor,
Quando poderemos olhar de frente e ver,
Bem à nossa frente, a verdade?
Ilusões de nada são, só saudade...
Ilusões de nada foram.
Mas a saudade aperta daquele amor
Que agora somos, sentimos...
Porque não amamos, somos amor.


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