sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Amor não tira Férias



Descobri que quase tudo que já foi escrito sobre o amor é verdade. Shakespeare disse: "encontro de amor é jornada finda". Que idéia maravilhosa! Pessoalmente, eu nunca passei por nada parecido com isso. Mas estou convencida de que Shakespeare já. Suponho que penso no amor mais do que deveria; me admira o grande poder do amor em alterar e definir as nossas vidas.

Shakespeare também disse que o amor é cego. Isso é uma coisa da qual eu tenho certeza. Para alguns, sem explicação, o amor se apaga. Para outros o amor simplesmente se perde.. ou brota quando menos se espera, mesmo que seja só por uma noite. No entanto, existe outro tipo de amor. O mais cruel... aquele que quase mata suas vitimas. Chama-se "amor não correspondido".

E eu sou especialista nele. A maioria das histórias de amor falam das pessoas que se amam mutuamente. Mas, o que acontece com os demais? E as nossas histórias? Aqueles que se apaixonam sozinhos? Somos vitimas de uma relação de mão única. Somos os amaldiçoados dos amantes, somos os não amados. Os que caminham feridos, os deficientes sem uma vaga exclusiva...

Também penso no amor mais do que deveria. E com certeza toma grande parte do meu tempo.

Mas é assim, faço parte dos que amam e não são correspondidos. Que experimenta o amor de todas as formas: o amor cego, o amor que se apaga sem explicação, amor que se perde ou amor que brota e dura as vezes uma noite.

Já descobri que não importa fugir do amor: ele nunca tira férias! De uma maneira de outra ele te encontra, nas mais variadas formas, mas te encontra.

Por mais que se afirme não querer mais saber do amor, inconscientemente em qualquer oportunidade estamos nós prontos para viver o que for, ir até o fim para saber se é amor.

É esse vazio que nos faz seguir em frente e quando menos se espera estar novamente a procura dele. É a vontade de sentir e ter um abraço que te faça esquecer do resto do mundo. É a vontade de se ouvir palavras de um futuro bom. É a vontade de mesmo tendo um 'beijo de criança' , este ser o mais gostoso do mundo. É sentir potencial para se apaixonar.É o desejo, é a falta e é a vontade de tantas coisas boas reunidas em uma só que nos fazem continuar nessa eterna procura. 

Texto extraído do filme O Amor Não Tira Férias

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