domingo, 10 de abril de 2011

Sem Sentido



Minha vida não foi sempre assim - sem sentido.
Eu não nasci desta forma – desnorteado.
Houve uma época em que tudo parecia estar em perfeita ordem,
uma época em que meus dias tinham cor
e o futuro parecia estar por vir.
Mas este tempo acabou no instante em que te vi.
Me apaixonei no momento em que te vi,
no instante em que ouvi tua voz,
no segundo em que senti seu perfume.
Mal sabia eu que doaria a ti minha alma
assim que tu tocasses minha mão.
Não sei porque, não sei de que forma –
só quando e como me apaixonei.
Paixão de verdade;
de corpo,
alma,
sonhos e
ilusões.
Nutri por ti os mais doces devaneios;
cultivei ao teu lado os mais singelos desejos;
por ti sofri a mais profunda dor
e derramei as mais sofridas lágrimas.
E elas ainda rolam pelo meu rosto
a cada vez que respiro e não estais ao meu lado.
Voce foi pra mim a perdição:
perdi o rumo por gostar de você;
perdi a vida ao ver-me sem ti.
Quem me dera saber por que tudo isso,
se não posso tê-la. Por que te chamo,
se não me ouves. Por que te quero,
se me ignoras. Por que te espero,
se nunca virás.
Se o que sinto não tem sentido,
menos sentido tem minha vida assim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário