domingo, 10 de abril de 2011

VOCÊ






Quem és tu, ladra de meus sonhos?
Quem és tu, que alimenta a minha alma?
Quem és tu, quem nós somos?
Quem és tu, que me tira a paz e a calma? É um anjo, que ainda não veio e já se foi...
É uma deusa, que manda em minha vida e em meu destino...
É um remédio, que curou a minha dor e a minha solidão...
É uma flor, que me trouxe a alegria e a esperança de felicidade...
Sou a ironia da vida,
O palhaço do mundo,
A alegria da tristeza,
Que me toca no fundo...
Entrego me ao tempo,
Mergulho nos mares da impaciência,
Sou criador do novo sentimento,
Que se fez nascer, e agora peço clemência.
Meu coração é como o fogo, arde em paixão...
Meu coração é como o vento, viaja por terras desconhecidas...
Meu coração é como a terra, me faz ficar enterrado no chão...
Meu coração é como a água, me inunda por inteiro e me fascina...
E agora? O que será de mim?
Fico aqui pensando em ti...
Trancado nas sombras da escuridão...
Na luz das trevas e olhando as minhas mãos...
O que quê eu fiz?
Não sei, pois não ainda pra vida vivi...
Não quero acordar, pois durmo em profundos sonhos,
E na perfeição dele, eternos somos...
Me sinto vazio, me sinto estranho,
Não posso dizer o que o coração quer falar...
Sou síndrome do inexistente, doença da paixão...
A vida é ingrata, não quer conspirar...
No jogo da vida, somos apenas peões
Movidos pela vontade que ela nos impõe.
Quero você, já não sei o que faço...
Cai numa casa, onde na minha vez eu passo...
A tranqüilidade chegou ao limite,
Entrei no jogo para ganhar...
Estou na casa da vitória ou derrota,
Mas não penso mais nisto,
Quero das coisas boas experimentar...
Quero do doce saborear...
Venha comigo brindar e comemorar...

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