segunda-feira, 2 de maio de 2011

Afinal, o que querem as pessoas?




Saciando meu momento “tomei toda a garrafa de vinho” peguei isso daqui que havia escrito faz algum tempo, onde me perco em pensamentos lembrando do filme “Do que as mulheres gostam?”:
Assisti umas 8 vezes até agora, e realmente é bom, não é fenomenal pois pincela vários problemas, e em um primeiro momento pode passar despercebido, mas cada trecho subentende um conflito do ser humano. O Filme não se restringe ao o que querem as mulheres, e também o que os homens querem, o que os homens pensam que elas querem, o que as mulheres pensam que elas querem, o que as mulheres pensam que os homens querem, o que os homens pensam das mulheres, o que as mulheres pensam dos homens, e por aí vai…
Mas o interessante de tudo isso, e o motivo principal do Filme apenas pincelar todos estes “dramas”, é que assim mostra como tanta preocupação com tais assuntos, acaba por afastar as pessoas…
O que as mulheres querem (respondido pelas mulheres):

1 – Dinheiro
2 – Comprar, comprar, comprar (13%)
3 –  Sexo (13%)

O que os homens pensam que as mulheres querem (respondidos pelos homens):

1 – Ser Feliz
2 – Amor e Romance
3 – Dinheiro

Fica evidenciado assim, como há discrepâncias sérias aí. E vou além… Não seria o real problema a forma que o homem FANTASIA a mulher como aquele ser místico e representante de todo o desejo masculino? Quando na realidade elas são como nós, seres humanos com problemas e vontades.
(adendo: Me sinto um imbecíl pois não consigo colocar em palavras o que eu tiro disso, vai tão além, é tão profundo, é tão vasto, causa tantos problemas… Tem coisas que são tão, mas tão simples, que tornam-se imensuravelmente complexas)

Afinal, o que querem as mulheres?

“Na minha vida encontrei muitos corpos femininos, desses alguns desejei algumas satisfiz outras quem sabe satisfarei, mas dessas muitas  mulheres estarei sempre amando só uma. E por que essa e não outra? o que me fará ter medo de perdê-la?  que parte desse corpo? Que gesto dessa mulher? Que palavra?!

O jeito de levar a mão a cintura? Uma mecha de cabelo que cai sobre a testa? O livro que lê sozinha na praia?
São necessários muitos acasos numa teia de coincidências para que eu a encontre.
Enquanto isso não acontece,  estou condenado a buscá-la em estado de suspensão, com o espírito confuso, flutuando como o mar, soprando como o vento, sem verdade, nem palavra.”

Afinal, o que “a gente” quer?

Eu sei mas eu não sei.
Eu sei o que querem que eu queira.
Algo como, ficar rico e ploriferar.
Mas é isso que eu quero?
Todos contam com o que podemos tocar.
Com o que temos hoje.
Com o que teremos amanhã.
Para mostrar, guardar, ostentar, pelos outros.
Quão foda, verdade, quão foda é a vida.
Por que se lembrarmos dos nossos melhores momentos, eles não serão nenhum destes que os outros lembram, serão os mais singelos e bobos… um teclado quebrado, uma cartinha de amor, um beijo roubado, um abraço apertado. Eu queria tanto saber colocar sentimentos em papel, mas essa é a graça de sentimentos, eles são só, mas não só, sentimentos.

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