segunda-feira, 9 de maio de 2011

Poeta ? quem ? eu? Kkkk . . .



Eu não sou poeta.
Os versos não rimam, o tema não se ajeita
A cara das estrofes se descompassam, e a incoerência só aumenta
O ponto que me pega, desloco para o lado. E a vígula,
Ingênua
Sentido, sem sentido? Só me atormenta!
O lance de paralelismo nunca funciona
E aquele verso com “vida”, “desânimo”, e “ignorância”
De tudo e nada, me vale o anagrama!
Empaco no meio, o que faço com o “arrebol”?
Troco, transformo? O que mais me resta?!
Tentei de tudo, mas nada me completa
A coesão, soturna, é a única que me sobra
Mas o que faz o poeta não é sua rigidez
Nem sua regência
É o cúmulo de tudo isso, transfigurado
Hum, não entendeu?
Então vamos deixar de lado,
Porque de poema em poema
A poesia não se inventa
Mas de poeta, a poesia sempre se completa!

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