quinta-feira, 23 de junho de 2011

Invisível como Nada



O homem não sabe o que vai ser da vida,
necessita de sonhos, ainda que negue,
de amor, mesmo que solitário,
da mulher ainda que morra mil vezes.
Os olhos são perfeitos quando dormem,
o tempo pára no meio do sonho bom,
não contamos os dias antes do beijo,
os abraços quando estamos agasalhados.
Quando o escuro vem, a tempestade cai,
o corpo rola do sonho bonito
como se caísse da beira de uma nuvem,
do céu que eu mesmo criei um dia.
É mal fazer plano, montá-los como criança,
a dor de amor não tem remédio, dói,
somente dói como nada, invisível como nada,
assim vai outro amor, como nada, outra verdade.
Às vezes tem festa dentro de mim,
mudo os sonhos, acho que os realizei todos,
então distribuo brindes, abraços,
devoro cada gosto como se fossem doces de vida.
Acordo de manhã, depois de um pesadelo ou dois,
inflo o peito, o ar acabou, não me vejo no espelho,
fui outra vez irresponsável pelo amor que dei,
troquei minha vida por um nada de felicidade.

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