domingo, 24 de abril de 2011

Decisão


Em meio a sonhos desvairados
Lágrimas choradas e noites sem dormir
Desfiz-me da esperança de um dia ter você
Pensei que ao esquecer-te, voltaria a sorrir
Enganei-me redondamente, foi o mesmo que morrer

Ao amanhecer o dia, o sol não mais brilhou
Nunca mais eu pude ver a rosa florescer
Até o passarinho lá no ninho não cantou
Para anunciar os filhotes que estavam para nascer

Não vi mais o orvalho sobre as folhas
Nem as estrelas se brilhavam lá no céu
A criança livre a brincar de fazer bolhas
O esboço de um barquinho rabiscado no papel

A beleza estonteante do por do sol alaranjado
Que todo dia mergulhava no horizonte
A teia da aranha no vazio dependurado
O barulho das cascatas que se ouvia lá dos montes

Nunca mais quero pensar em te esquecer
Nem me arrepender de um dia ter vivido
Foi você amor! Que me ensinou a viver
Sem você amor! Nada mais me faz sentido.