quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sozinho na Noite - mais outra musica , pq vai encarar ?



A lua é testemunha
Que o âmago da alma
Embuido de calma abraça uma saudade põe-se a cantar
Estrelas cintilantes
Que dançam céu á fora
Refletem na viola a sensibilidade de quem sabe amar
As mãos às vezes tensas
Se apegam uma à outra
Procuram controlar memórias amorosas que o tempo atiçou
As marcas do passado amargam minha mente
De forma comovente, fiz triste a canção e a noite chorou
Sozinho na noite feito um vagabundo e louco de amor
Faço das janelas meu palco de show
Me encolho me humilho e canto o que sou
Um caso perdido um amante da lua
Um incompreendido, um lixo da rua
É que sou poeta e poeta é louco
Tem amor demais, tem de tudo um pouco
Tem sede justiça, esperança no vento
E crê que em breve o tempo de tristezas
Poderá findar
Tem medo da inveja, por saber que a poesia
Transmite alegria e muita gente má deturpa por pesar
Tem as reflexões, tem medos, tem virtudes
Tem paz nas atitudes por ter ideal
Tem ódio na explosão
Tem pensamentos próprios, tem sede de igualdade

Fé na sinceridade, febre de direito e defende a razão.

Que Meleca


Preciso provar
Pra ela
Que eu sou
O homem dela
O único que pode
Faze-la  feliz
O homem que sem saber
Ela sempre quis
Eu já me convenci
De que preciso
convencê-la
Argumentos não me faltam
O que me falta é calma
De dizer o que sinto
Olhando nos olhos dela
Sem gaguejar
E sem engasgar
Perto dela
Viro um menino
Que meleca
Que não consigo
Nem pensar
E nem falar

Quem sou eu…



             Quem me acompanha nesta noite?

                                Quem está do lado de fora de mim…
                                Quem está dentro do meu peito?…
                                Quem irá curar esta tristeza sem fim?
                                
                                Alegrias e emoções tão confusas…
                                Saudade penetrando os ossos…
                                Decepções tão devastadoras…
                                Que carregar… já não posso…
                                
                                Quem sou eu… – Quem sou afinal?
                                Procuro tanto e não me encontro…
                                Tantos fustigam a minha memória,
                                Muitos faleceram no vil confronto…
                                
                                Quem é este no espelho…- Quem é?
                                Não reconheço esta pessoa, seu olhar…
                                Ele não se parece comigo… em nada…
                                Já não sorri, só traz lágrimas a bailar…
                                
                                Quantos mais irão morrer aqui dentro?
                                Que comédia ou drama irei representar?
                                Chega… basta… de dores… de solidão…
                                De nuvens negras, quero dormir e sonhar!
                                
                                Sonhar que posso, que tudo é perfeito,
                                Que a ternura existe, que o amor é real,
                                Que toda a maldade será da terra banida,
                                E poderei ser feliz como qualquer mortal!…

Te amo e Adeus

Alta madrugada.
Desperto, espero pelo sono que não vem.
O perfume da noite está no ar; tudo é silencio.
A lua fugiu de meus olhos; apenas algumas estrelas fazem companhia à minha insônia, luzindo esperança,
enquanto sobre a folha branca deixo cair um pensamento,
talvez o último, que cantará baixinho no meu coração, antes que a noite se vá e eu também adormeça. Amando, vou dedilhando letras, que falam de amor,
sonhando com uma canção que embalou minha vida,
repleta das mais lindas emoções,
supondo voltar a acordar nos braços teus.


Que loucura!
suspirar à procura de respostas,
para perguntas que a verdade esconde
nas máscaras da fantasia, serenando a ilusão passageira, sofrida, que orvalhou a flor da manhã.


Ah! saudade encantada,
ficarás eternizada nos versos,
que observou em detalhes, na contramão do destino, insistindo em não ver a luz da vida apagar, em todas as estações,
subtraindo o desejo submisso, à ordem da verdade, que comanda a hora certa da substituição,
carregando na colheita todos os sonhos
desfeitos, não sonhados, ou realizados,
com o derradeiro lacre da perfeição.


Sem alternativas, o tempo findou.
chegou o momento final da primeira conjugação.
Hora de ir, partir, seguir o rumo, em silencio,
sem saber pra onde, deixando no rastro as pegadas
do amar, do chorar, e implorar, à dor,
o último aceno da saudade,
sabendo que sofrer, é dizer, no viver:

te amo…e Adeus

Sonhei que me dizias



Noite, em alta madrugada , eu dormindo luz apagada
Você em meu quarto toda linda ,
Me olhando com lábios de desejo assim me dizia :

Diz-me por favor…que o amor que
sentes por mim…é insaciável…
que os beijos que prometeste os
sentirá minha pele…

Diz-me que não me deixará sem tua presença
diz-me por favor…que virás
tu acendeste em mim uma fogueira de
paixão que somente meu corpo conhece, tu
deste essência ao meus sentidos e verdade
a minha vida
Que sonhos febris tenho contigo que
não posso mais que desejaste
és a sede agônica desta pessoa que
te ama…

Diz-me se em um cantinho de sua alma habita
minha outra alma, e como incansável viajante
virás a meu porto para acalmar meu rio
de ânsias…
Diz-me por favor que me amas tanto que
não haverão mais noites frias sem ti, nem
mais dias sem sol….

Diz-me vida minha que me necessitas
como necessito eu
Ama-me quero que me beijes passo a
passo por minha pele, que corras com tuas
mãos cada ponto fazendo-me estremecer
sou teu amor, toma-me sua,
beija-me e faz
que meu corpo e teu corpo se funda num só

Quero que sintas meu aroma e prove
meu gosto, faz de teu amor, meu amor
e deixa pousar meus beijos em teu sorriso
diz-me por favor, que não sonhei , que me
tomas completamente, que me ama além
das fronteiras que nos separam…
Ama-me sempre… que te amarei eternamente…

Que droga , o galo cantou e despertei . . . 

Bula


A vida não me ensinou a
Dizer adeus às pessoas que amo.
Sorrir às pessoas que não gostam de mim.
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade.

Aceitar gratuitamente agressões que não levam a nada nem a lugar algum.
Calar-me frente à violência de qualquer tipo.
Aceitar meus erros como algo inerente ao ser humano.
Afinal eu posso ser sempre melhor.

A aceitar as injustiças quando tudo que fazemos
é só tentar ajudar as pessoas.
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
Ficar inerte quando os que amo estão com problemas.
Ser hipócrita;

Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos.
Ficar em cima do muro.
Fechar meus olhos às injustiças;
Ser imune à dor de um irmão, de um amor, de um amigo.

Perdoar incondicionalmente, mas sempre procurar perdoar.
Amar incondicionalmente.
Tudo isso a vida não me ensinou,ou tentou ensinar-me, mas meus ouvidos estavam surdos e só ouviram algumas coisas.
Porém a  Bula da vida ensinou-me e colocou em meu caminho:

Algum amor;
Alguma alegria;
Algumas belezas;
Um pouco de poesia.
Ensinou-me a algumas vezes, perdoar.

Outras, a pedir perdão.
Ensinou-me a sonhar acordada (e isso eu aprendi facilmente).

A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário).
A aproveitar cada instante de felicidade;

A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar.
Me ensinou a ter olhos para “ver e ouvir estrelas”,
 embora nem sempre consiga entendê-las.

A ver o encanto do pôr-do-sol.
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante
para a felicidade do meu ser.
A abrir minhas janelas para o amor;
a não temer o futuro;

Aproveitar o presente como um presente que da vida recebi,
e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar
lhe dando a forma da maneira que eu escolher.
E é dessa forma que tento viver e levar a minha vida
para frente, embora às vezes eu tropece,
como qualquer ser humano normal,
afinal faz parte da edificação, do crescimento!

Crônica de Seu Pequeno Universo



Cria a falsa felicidade do mundo do “Faz de Conta”, aqueles que não  apreciam encarar a realidade da vida, achando que o mundo é muito ingrato, que a vida não é justa, e nem sempre recompensa aqueles que procuram encontrar a felicidade na vida.
Então, procuram viver num mundo à parte, produto de sua imaginação. No mundo que consideram ideal e no qual podem dizer que estão felizes. O seu mundo particular, um autentico mundo do faz de conta, totalmente seu, onde nele se fecham, recusando-se a aceitar a realidade da vida. Dessa maneira,aconteça o que acontecer, sempre fazem de conta que a vida é perfeita.
Na realidade, esse mundo de faz de conta é próprio daqueles que tem medo de enfrentar a realidade, o mundo dos covardes, pois é mais fácil fechar-se em uma redoma, do que enfrentar as vicissitudes da vida. Em sua maneira tacanha de pensar, apenas pensam em seu umbigo.

Assim, preferem calar-se ante toda e qualquer injustiça, pois é mais fácil fechar
os olhos para nada ver, do que tentar fazer algo em benefício de outrem.
Sempre lhes será custoso prestar alguma ajuda, pois afinal, para que se preocupar, pois”tudo está bem?”. Para que procurar a verdade dos fatos, se não o atinge diretamente? Assim, apenas se foge dos problemas, pois se formos apontá-los, talvez queiram que os solucionemos, e isso poderá acarretar dificuldades, trazer complicações fora do que se quer.
É melhor fazer de conta que nada está acontecendo. Não existe violência nas ruas. Não existem guerras. Não existe corrupção, e nem políticos corruptos. “Nada vejo, nada ouço, nada falo”…
Amor? O que é isto? Felicidade? Para que perder tempo defendendo o Amor próprio, se meu mundo é perfeito. Tal atitude pode ser apenas um meio de fuga para pessoas que sofreram alguma violência e estão traumatizadas, e então se fecham nesse mundo cor de rosa e assim conseguem encontrar a felicidade em sua vida. E, à sua moda, realmente são felizes, pois não tomam conhecimento da crueza da realidade da vida.Quando acordam é tarde de mais.
Contudo, podemos colorir nosso mundo, sem esse isolamento da realidade do cotidiano. Se não podemos combater a tristeza, podemos fazer nossa parte, procurando espalhar amizade à nossa volta, evitando atitudes radicais, assim comoignorar sentimentos alheios a seu próprio prazer como forma de agradar apenas a você mesmo, e ao menos tentar afastar de vez estas almas de amor livre que nos querem bem e evitamos por estarmos tão fechadas em nossos pequenos universos de ilusão. Se alguém nos ama sem nossa permissão , ao invés de tentar “machucar e manipular seus sentimentos”, basta evitar essa realidade. Ao invés de machucar, liberte…
Mas sem esquecer de que existe muita vida a nossa volta, pois existem pessoas que sofrem e que podemos ajudar, assim como existem pessoas que poderão nos ajudar em nossos momentos de dor. Esse mundo de faz de conta é utópico. Vamos procurar a felicidade dentro da realidade, sem fugir da vida. Não podemos e nem devemos simplesmente fechar os olhos, fazendo de conta que tudo está bem, e ignorar o que se passa em nosso redor.
Assim vamos viver em paz com nosso interior, aproveitando tudo o que de bom a vida oferece, sem esquecer de que sempre poderemos fazer algo em beneficio de alguém. Vivendo bem o momento presente, esquecendo algo de ruim que nos aconteceu, mas procurando aproveitar eventuais lições deixadas, e procurando fazer de nosso futuro algo de bem aproveitável, mas sem deixar de viver o momento atual, seja por causa de amores sofridos no passado, seja por receio
de que algo poderá acontecer no futuro.
Vamos viver, aproveitando o que já vivemos para melhor planificar o futuro. E nessa expectativa, vamos começar tendo UM LINDO DIA.