quinta-feira, 28 de abril de 2011

Eta Breja !!!!


Ó precioso líquido que encontra-se agora em meu domínio diante de meus olhos, envolto nesta taça, digna de causar inveja aos bárbaros e aos nórdicos. Segura agora pelas mãos trêmulas e impacientes aguardando a doce sensação do acre e encorpado sabor que conténs e que só pode ser comparada ao néctar sagrado dos deuses eólicos, vinde de encontro ao teu dominante mestre, tocando os lábios sedentos e escorregando pela garganta até remontar ao inconfundível sinal de satisfação de teu consumidor, ahhhhh...

Indescritível recipiente tal qual a ânfora de Poseidon, trazendo estampado o rótulo que identifica o teu valor único e teu nível de superioridade diante das demais iguarias, a garrafa, outrora cheia encontra-se em sua última medida de sabor, eis que é chegada a hora de solicitar esta mediadora que encurta a distância entre teu amante tão assíduo e intempestivo, garçonete! Desce mais!

E esta Távora onde agora consigo contar mais de sete de vocês, assim como o exército derrotado em campo de batalha, entregando-se ao domínio do conquistador, o rei do universo, o senhor supremo, cervejeiro!


   E este ser que agora é o mestre inquestionável do mundo, o banheiro começa a ficar longe, ou talvez a bexiga ficou menor, enfim, começa a abater-se sobre mim um cansaço no àpice da batalha. Levanto me desesperadamente, derrubo uma ou duas garrafas, atrapalho o rapaz que jogava sinuca, encoxo a garçonete, derrubo o sorvete da garotinha que assustada chora copiosamente, até que, adentro este olimpo para uma pausa estratégica.

    Tenho pressa, talvez receio que a mesa fuja ou que o boteco feche, trombo com o garçom, xingo a mesa de sinuca, dou uma topada na máquina de jukebox, tudo vale quando quero voltar à minha mesa, lá estou novamente para mais uma sessão de indescritível prazer.
    Começo a falar alto, não entendo o que sai da minha própria boca, todos tem olhares reprovadores ou zombeteiros, a garçonete me atende de má vontade, esta porcaria tá quente, dou uma cusparada na camisa, (o alvo na verdade era o chão), o chão flutua diante de mim.

     Fascho dxe contha que não é comigo, chamo a vadia da garshonethe mando trazer maix, a meja tá ficando pequena, meux olhosh também, maldita vontadhe dhe vomithar, quero um banheiro, shai daqui mané, shou poshto pra fora a tapax pela multhidão enfureshida, caio na calshada, pelo menux eu acho que é uma calshada...


    Acordo com uma maldita ressaca, nem sei como cheguei em casa, no celular uma mensagem de fúria feminina dizendo que acabou tudo entre nós, outra do dono do bar dizendo que conseguiu um requerimento que me proíbe de chegar duas quadras de distância do bar, e outra curiosa de um tal Hermes dizendo "me liga de novo tigrão"...

Sonhar . . .







SENTIR toda a emoção reprimida
ressentida,
louca,
oprimida,
da alegria,
da paixão,
do sentir do coração…
Deixar livre a criança neste universo interior…
Deixar-se invadir plena e total
de desejos,
suavidade,
carinho e amor…

Deixar-se VIVER a insensatez da realidade!
A tristeza assumida diante dos fatos!
Chorar toda a dor das feridas mal tratadas…
Sofrer a ausência da mão amiga,
do corpo quente, do abraço louco, do beijo incontido!

Deixar-se SONHAR com o amanhã!
Com sua chegada no cavalo branco!
Com os cabelos desalinhados ao vento
e, os olhos profundos como o mar
quase saltando quando me vê…
Seus braços fortes vindo aos meus envolver
dando-me um carinho que é tudo que eu quero ter…

Descobri o que sou

Querem saber como vivo? Lhes direi…
Vivo do vento que me mantém lúcido e acordado para que eu não adormeça na caminhada.
Vivo do mar que me limpa do cansaço da luta e me recompõe para que eu continue.
Vivo das cores que me ensinam os remédios e os alimentos para que eu sobreviva forte para trabalhar.
Vivo da riqueza do meu melhor esforço, meu amor.
Planto-o por onde passo, não perco nem mesmo a terra de um vaso quebrado, pois ali a semente germina.
E sou feliz assim.
Sou simples, pois preciso de pouco.
Sou calmo, pois aprendi a esperar. Tudo vem.
E o campo arado e adubado produz coisas melhores, que valem a pena ser preservadas.
Falo pouco, pois optei por grandes ocupações, como um trabalho escolhido de ouvir e por isso não me sobra tempo para as palavras.
Penso muito, mas corretamente.
Desejo só o necessário, ocupo pouco espaço e por isso não sofro por possuir.
Sou feliz, sou abençoado, sou reconfortado e apreciado.
Sou aquilo que todos lutam para obter.
Querem saber quem sou eu, já que sabem como vivo?
“SOU A PAZ”. Um amigo

Hoje não



Esquece…

Hoje não,
É melhor nem tentares,
Hoje preciso de solidão!

Vai…

Não quero saber,
Estou desiludido
Não vais entender!
Que queres de mim?
Hoje não estou para ninguém


Não quero ouvir vozes,
Não estou nada bem!


Quero estar sozinho,
Só quero ouvir o bater do meu coração,
Quero ouvir cada batimento,
Sozinho com a minha solidão!
Apreciar a minha força
Se sou capaz de tudo superar,


Mas há dias que duvido
Se terei força para lutar!
Deixa-me sozinho…
Não te estou a pedir demasiado,
Simplesmente hoje não é o dia certo,



Não preciso ouvir nem de longe,
O quanto és feliz, e eu idiota . . .
Só por hoje não serei estepe,
Não serei um divã , ali inerte 

Não quero estar a teu lado!
Sei que não entendes,
Se pensar nem eu me entendo,
Por isso preciso de tempo,


Para já é o que pretendo . . .


Nota de Falecimento



Por querer ser mais que um idiota
E por querer ser mais a todo custo,
E ser um imortal, talhado em busto,
Foi que lhe padeceu a humildade.

A água que era clara se fez turva,
A reta que era leve se fez curva,
Do homem que era simples, só saudade.

Futuro se perdeu em brevidade.

Morreu minha sensatez; ficou o susto