sexta-feira, 29 de abril de 2011

Só Palavras . . .


É nas palavras que me liberto
É nestas linhas que me descerro
É neste espaço que sou mais eu
É nestes trechos que o embaio se desfaz
É aqui que o antinatural liqüefaz
É aqui neste versejar que se instala o apogeu


É aqui que a desnaturalização
Dá lugar à materialização
É aqui nestes poemas que se agregam
As desagregações artificialmente expostas
É aqui que aludindo a uma artificial insinceridade
Se desfaz o véu da impossibilidade


Jovem


Tudo em mim se tornou novo,
Os ares aborrecidos se distanciaram;
Sou capaz de relembrar
Os acenos do passado e o sorriso conservar.

Sei que a vida não é só de flores,
Aprendi com os espinhos conviver,
Os meus pés tropeçaram pela vida,
Hoje eles bailam as músicas do bem viver.

Cada vez que piso no chão
Apago os passos do passado;
Aquelas lágrimas derramadas
Transformam em sorrisos pelas estradas;
Na jornada
Da minha vida vou fechando
Os velhos caminhos;
Consigo abrir novos horizontes.
Sinto-me JOVEM novamente