quarta-feira, 25 de maio de 2011

Assim como ontem , hoje - um novo começo

Hoje grito palavras de raiva
Liberto-me do abecedário sombrio
Que continua a gravar as paginas,
Do diário da minha vida.

Palavras que nunca quis dizer,
Letras que jamais pensei um dia soletrar.
E que um dia me deram a conhecer,
Frases que ao longo dos tempos me iriam fazer desesperar.

Hoje é o dia,
Hoje é momento,
De apagar cada linha,
Cada letra de sofrimento
Que por muito tempo gravou as paginas,
Desde pequeno mas já longo diário da minha vida.

Quero fazer com que as palavras 
Se misturem com as poeiras 
Que constantemente pairam no ar..
E que se afastem de mim,
Do meu diário,
Da minha vida.

Assim como ontem, Hoje é um novo começo.


Sozinho 3

Olha para mim
E diz-me quem eu sou…
O que me aconteceu
Ou o que em mim mudou…

Diz-me que é um pesadelo,
Igual ao dos filmes ou livros de terror.
Diz-me que o dia acaba rápido
E logo vem a harmonia cobrir este cenário desolador.

Olha para mim
Bem no fundo dos meus olhos 
E vê a raiva de frente
A fúria em espírito,
Igual à que habita, um coração sem amor.

Liberta-me meu amigo,
Entrego-me na tua bondade.
Não me deixes ir pela corrente sombria
Que em todos os minutos leva-me para onde nunca quis ir.

Olha para mim
Tu conheces-me…
Sabes quem um dia fui, 
Quem um dia quis ser.

Conduz-me.
Pela vida que espera por mim,
Pela vida que ainda me resta.

Conduz-me
Pela luz que hoje não consigo ver,
Pela claridade que insiste em não aparecer.

Olha para mim
E diz-me que não estou sozinho,
Que terei força e coragem,
E encontrarei o meu caminho.

Uma vida mal vivida…

Já vi o sol abraçar-me com vontade
Já senti a dureza da calçada no meu caminhar,
Já fui anjo, já fui demônio, hoje não sou ninguém.
Somente uma bomba a arrebentar.

Um pedaço de areia que vive de chão em chão,
Uma corrente de raiva e ódio,
Um page maker avariado.
Um ser tremendamente desesperado.

Ai como quero um novo monte de ilusões
Uma lavagem cerebral
Um antídoto urgente de felicidade
Um resultado final.

Tenho o desconhecido dentro de mim,
O incerto como condutor de uma alma perdida,
Desorientada, frustrada, amaldiçoada,
Uma vida mal vivida…


Quero deixar de sofrer

Quero fugir
Para bem longe daqui
Onde ninguém me possa descobrir
E alcançar o que aqui nunca consegui.

Quero ver o dia a nascer
Com a segurança que o vou aproveitar
Sem nunca o deixar perder
Sem nunca o deixar escapar.

Quero ver o sol a brilhar
Sem nunca perder o brilho diante da minha visão
Quero a esperança a tomar conta do que tudo possa imaginar
Humilhando o reinado da desilusão.

Sinto-me fraco
Sem saber para onde me leva a vida
Tenho a sensação que enfiei a energia num saco
Para viver apenas uma historia sofrida.

Sonhos que se traduzem em ilusões
De cenários impossíveis de alcançar,
Salpicados por diferentes emoções,
Retardastes da sensação de desesperar.

A voz já treme com medo de nada dizer
O coração já bate cansado
Sinal de quem passa o tempo a sofrer
Reflexo de mais um sentimento amargurado.

Dias cinzentos cobrem o meu caminhar
Fazendo com que tropece por onde passo,
Sem nunca ter algo que me possa iluminar
Nem sequer me reconfortar com um abraço.

Oh vida que me pregaste uma partida!
Sem nunca me mostrares um sorriso teu
Apenas me deste a tua versão aborrecida
E te digo que em mim isso sempre doeu!

Dá-me uma oportunidade
De te fazer sorrir para mim
De mudar a minha triste realidade
E dar a esta dor um rápido e merecido fim.

Sinto-me a fraquejar
E a perder tudo o que me resta
Com este sofrimento que não quer acabar
E que me dá uma vida que não presta.

Vou acreditar que novos ventos virão
E levarão este mal que me domina
Estou farto de viver em desilusão
Que calmamente me assassina.

Quero deixar de sofrer
E me levantar com a força que ultimamente perdi
Ganhar energia para de novo viver
E lembrar que ainda não morri.



Não sei se ainda terei forças para tentar
Nem sei se irei conseguir,
Apenas me posso lembrar,
Que só tentando o irei descobrir.